quinta-feira, 4 de setembro de 2008

FARMAKÓS

FARMAKÓS

Farmakós é a palavra grega traduzida por feiticeiro no N.T., mas será que todos nós conhecemos seu conceito no 1º século da nossa era? Infelizmente a palavra feiticeiro não nos dá hoje uma compreensão exata do sentido de farmakós na cultura greco-romana. Farmakós vai dar a nossa palavra farmacêutico, que é aquele que após vários experimentos conclui que uma determinada substância tem um efeito científico sobre certa doença. Ou seja, não existe, na atividade farmacêutica, nenhuma inclinação religiosa, sua ênfase está num método científico conhecido por empirismo, que é a conclusão a partir de experimentos.

O que é um feiticeiro? Segundo o dicionário Aurélio é aquele que encanta através de feitiços. No saber popular é aquele que através de palavras “mágicas” e ritos com objetos consegue convencer a alguém que pode realizar algo desejado com auxílio de forças ocultas sobrenaturais.

Mas o que era um farmakós? Era alguém que comercializava poções “mágicas” a partir de rituais religiosos onde se invocava poderes sobrenaturais sobre determinado “remédio”, o qual teria poderes para realizar qualquer coisa desde curar doenças a resolver problemas de ordem emocional e também concretizar qualquer desejo. Tais poções eram manipuladas com invocações religiosas e se cria que tais espíritos ou deuses “energizavam-nas” para dar-lhes poderes especiais.

No Novo Testamento encontramos várias passagens, as quais condenam tais atos de farmakós (Gálatas 5: 20; Apocalipse 9: 21; 18: 23; 21: 8; 22:15). Diz-nos que aqueles que praticam essas coisas não herdarão o Reino dos Céus, pois são obras originadas no homem e não em Deus.

O que diremos, então, diante daquilo que se apresenta a nós, infelizmente até dentro de “igrejas evangélicas”? Onde temos visto vários farmakós com suas poções “encantadas, energizadas, ungidas, benzidas, com orações fortes” etc, prometendo inúmeros benefícios àqueles que as “receberem ou comprarem”. Segundo o N.T. esses atos são feitiçarias e estão condenados tantos os que oferecem quanto os que recebem. Uns prometem óleos ungidos, outros águas oradas e outros vendem qualquer objeto com a promessa de que se você levar para casa e ter fé aquilo que você anseia será realizado.

No livro dos Atos dos Apóstolos capítulo 19 a partir do verso 18 diz: “Muitos dos que creram (no evangelho de Jesus Cristo) vieram confessando e denunciando publicamente as suas próprias obras. Também muitos dos que haviam praticado artes mágicas, reunindo seus livros, os queimaram diante de todos. Calculando os seus preços, achou-se que montavam a cinqüenta mil denários (1 denário equivalia em média a 1 dia de serviço)”. Isso nos mostra o que é um cristão verdadeiro, aquele que se converteu de suas obras incapazes de justificá-lo diante de Deus e passou a confiar unicamente na obra redentora de Cristo na cruz, rejeitando todo misticismo e seguindo o evangelho de Jesus Cristo, o qual é suficiente para nos apresentar agradáveis diante de Deus e fazer-nos entender qual é o seu propósito para nossas vidas.

Portanto, não dê ouvido aos “farmakoi evangélicos”, pois a Palavra de Deus adverte na 2º Carta de Paulo a Timóteo capítulo 4 a partir do verso 3 que “haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas”.


Emerson Rocha de Almeida
Setembro de 2008

2 comentários:

Cintia disse...

Belo Blog, amigo! Parabéns!

izaac disse...

Assunto como este, atual, e que muitos "lideres" tem errado por não conhecerem a fundo a palavra.
Muito bom meu amigo Emerson, que Deus o abençõe neste seu projeto.