Raabe (Js. 2: 1-23; 6: 17, 22-25; Sl. 89: 10; Hb. 11: 31) e Rute são duas mulheres gentias que participaram da linhagem de Cristo (Mt. 1: 5), cada uma delas tem uma história de conversão ao Deus de Israel interessante, nessa oportunidade estamos meditando sobre Raabe, sua história nos traz uma grande mensagem acerca da graça de Deus disponível a todos os que, arrependidos dos seus pecados, desejam pôr sua confiança no Deus verdadeiro. Raabe pertencia a um povo pagão politeísta, com suas crenças em muitos deuses e suas práticas totalmente contrárias à Lei de Deus. Apesar de temerem a Deus e ficarem amedrontados a respeito do juízo de Deus que viria sobre eles, não demonstraram arrependimento e nem fé no Deus verdadeiro, ao contrário procuraram lutar contra o povo de Deus. Mas mesmo diante de tanto pecado, a graça de Deus sempre alcança alguém. Mesmo que seja alguém a qual julgamos ser impossível a salvação, Deus sempre nos ensina que onde abundou o pecado, superabundou a graça. Raabe, como todos em Jericó, ouviu acerca da libertação que Deus efetuara aos Israelitas diante dos egípcios, como os guiou pelo Mar Vermelho enxuto e lhes deu vitória sobre todos os poderosos reis que resistiram ao longo da caminhada pelo deserto. Como em toda a história da humanidade a Palavra de Deus tem sua eficácia para salvação ou para condenação. Nos cananeus de Jericó, condenação, mas em Raabe, salvação, pois creu no Senhor e sua fé foi evidenciada por suas ações. Na vida de Raabe vemos cumprir o propósito missionário de Deus a Abraão e seus descendentes, isto é, ser uma bênção a todas as famílias da terra (Gn. 12: 3). Deus sempre desejou salvar a humanidade, oferecendo sua graça e chamando-a ao arrependimento e a obediência a sua vontade. Cristo, falando aos judeus, sempre procurava lembra-los acerca dessa graça estendida aos gentios e a fé de muitos deles sobrepujaram a muitos israelitas (Mt. 12: 41, 42 e Lc. 4: 25-27).
Muitos condenam Raabe pela mentira ao rei de Jericó (Js. 2: 4-5), outros procuram justificá-la diante das terríveis circunstâncias e ameaças de morte, seria a mentira justificável em certas circunstâncias? Não. A verdade sempre deve ser dita a despeito de qualquer situação, contudo, muitos crentes já tropeçaram em algum momento de suas vidas. Raabe foi salva não por suas qualidades morais, mentiras ou qualquer ato de seu passado, mas por sua resposta de fé ao Senhor. A história de Raabe nos lembra o perdão de Deus extinguindo nosso passado e a aquisição de um novo caráter.
É impressionante como os cananeus tiveram seus “corações desmaiados” (Js. 2: 11), crendo que o Deus de Israel é poderoso e verdadeiro, contudo, essa crença não os conduziu ao arrependimento, continuaram nos seus pecados, rejeitando ao Deus verdadeiro. Como nos nossos dias vemos as mesmas coisas! Não é suficiente crer na existência de Deus, esse conhecimento tanto pode aterrorizar como também transformar. Raabe fez a escolha certa. Precisamos também ajudar aos que crêem a entenderem que a verdadeira fé deve ser acompanhada de arrependimento e conversão, que a fé sem uma transformação de caráter e uma mudança de atitude em relação ao pecado é morta (Tg. 2: 17, 25), sem eficácia, pois não conduz a um compromisso pessoal com Deus. Raabe arriscou perder sua vida na esperança de salvação futura e não apenas a alcançou como também teve muitos outros privilégios (pertencer à linhagem messiânica e figurar entre os heróis da fé).
Não podemos ignorar na história de Raabe a reprovação dos “pregadores sem fé”. Num momento anterior Josué enviou doze espiões, dos quais dez mostraram falta de fé na promessa do Senhor. Agora ele envia apenas dois, certamente aqueles que creram na promessa do Senhor e certamente puderam ser usados para salvação de Raabe e seus familiares. Assim também hoje Deus nos mandou como mensageiros a “Jericó”, aqueles que crerem na promessa de salvação do Senhor serão usados por Ele para a salvação de muitas “Raabes”. Quantas “Raabes” você tem levado a Cristo?
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Monte da Transfiguração
Lucas 9: 28-36
Esse acontecimento está inserido num momento de questionamento, as multidões estão especulando a respeito de Jesus, uns diziam ser ele Elias, outros João Batista e outros alguns dos profetas antigos. Nesse momento é necessário que os discípulos saibam quem realmente é Jesus, por isso Ele os interroga, quer ouvi-los, quer que confessem no que crêem. Prontamente, Pedro, em nome de todos, responde que Jesus é o Cristo. A partir daí, é importante que saibam o que isso significa: 1º “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (v.23). Jesus está ensinando que segui-lo implicaria perseguição, rejeição, luta contra si e contra muitos e cruz (sofrimento e morte). O Cristo veio para sofrer e morrer; 2º “... a aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura” (v.28). Jesus também lhes ensina que os sofrimentos precederão à glória. Toda expectativa judaica a respeito de um Cristo glorioso, seria satisfeita num momento futuro, mas agora o que o aguardava era a expiação dos pecadores por meio da cruz. A transfiguração é o único momento no ministério de Jesus em que sua glória é revelada, mesmo que seja a um pequeno grupo (Pedro, João e Tiago). Diante dessa única revelação de glória, surge uma pergunta: Por que Moisés e Elias apareceram como testemunhas da glória de Cristo? 1º Representavam a Lei e os Profetas, a Lei que revela a justiça de Deus e os profetas que anunciavam a manifestação da graça de Deus; 2º Moisés, considerado pelos judeus o maior profeta de todos os tempos e Elias, o precursor, destinado a reaparecer exatamente antes da volta de Cristo para instituir o Reino de Deus na terra.
Outro ponto importante a ser considerado é o tema da conversa entre Moisés, Elias e Jesus. Apesar de estarem em glória, falavam de sofrimento e morte. A palavra original usada para descrever a partida de Jesus é a mesma usada para descrever a partida dos israelitas do Egito, isto é, êxodos. Jesus enfrentaria uma situação semelhante à de Moisés, claro que numa esfera muito maior, mas vejamos alguns pontos semelhantes: 1º Enfrentar um inimigo forte: Faraó / Diabo; 2º Conduzir o povo à libertação: escravidão / pecado; 3º Deserto antecede Canaã / Cruz antecede o céu; Ratificar uma aliança: Lei / graça; Instituir um sacerdócio: levítico / todos os crentes; Estabelecer um Reino: visível / invisível etc. Em Hebreus 11: 26 há uma identificação de Moisés com Cristo, quando esse rejeita a glória oferecida por Faraó em troca da grande tarefa de preparar o caminho de Cristo, pois contemplava a recompensa celestial.
Também vemos em Elias muitas semelhanças das quais duas se destacam: 1º A grande agonia diante da morte (1 Reis 19: 4) e a “partida” para os céus, de modo glorioso (2 Reis 2: 11).
Há nesse episódio uma grande lição aos crentes que desejam apenas reunirem, usufruindo da glória do Senhor, enquanto no vale almas aflitas esperam a salvação. Pedro, Tiago e João refletem o anseio dos crentes pela glória ao proporem permanecer ali (v. 33). Contudo, esquecem da grande comissão do Evangelho: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura...”.O Senhor Jesus lhes ensinou sobre o serviço cristão e não aceitou tal proposta, mas no dia seguinte os levou às multidões e libertou um homem oprimido por um espírito maligno, ensinando que o culto deve ser sucedido pelo serviço.
Aprendemos também sobre a superioridade de Cristo, pois diante de dois grandes vultos do Velho Testamento os discípulos queriam igualá-los, mas o Pai testemunhou acerca da primazia do Filho em relação a todos os profetas do Velho Testamento dizendo: “Este é meu Filho, meu eleito: a ele ouvi” (v. 35). Da mesma forma o escritor aos Hebreus ratifica a superioridade de Cristo (Hb. 3: 3).
A palavra do Pai nesse momento de glória revelada, também identifica Jesus Cristo com o profeta prometido em Deuteronômio 18: 15, “... a ele ouvirás”. A presença de Moisés ratifica tal profecia, pois foi ele que a profetizou.
Esse acontecimento está inserido num momento de questionamento, as multidões estão especulando a respeito de Jesus, uns diziam ser ele Elias, outros João Batista e outros alguns dos profetas antigos. Nesse momento é necessário que os discípulos saibam quem realmente é Jesus, por isso Ele os interroga, quer ouvi-los, quer que confessem no que crêem. Prontamente, Pedro, em nome de todos, responde que Jesus é o Cristo. A partir daí, é importante que saibam o que isso significa: 1º “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me” (v.23). Jesus está ensinando que segui-lo implicaria perseguição, rejeição, luta contra si e contra muitos e cruz (sofrimento e morte). O Cristo veio para sofrer e morrer; 2º “... a aparência do seu rosto se transfigurou e suas vestes resplandeceram de brancura” (v.28). Jesus também lhes ensina que os sofrimentos precederão à glória. Toda expectativa judaica a respeito de um Cristo glorioso, seria satisfeita num momento futuro, mas agora o que o aguardava era a expiação dos pecadores por meio da cruz. A transfiguração é o único momento no ministério de Jesus em que sua glória é revelada, mesmo que seja a um pequeno grupo (Pedro, João e Tiago). Diante dessa única revelação de glória, surge uma pergunta: Por que Moisés e Elias apareceram como testemunhas da glória de Cristo? 1º Representavam a Lei e os Profetas, a Lei que revela a justiça de Deus e os profetas que anunciavam a manifestação da graça de Deus; 2º Moisés, considerado pelos judeus o maior profeta de todos os tempos e Elias, o precursor, destinado a reaparecer exatamente antes da volta de Cristo para instituir o Reino de Deus na terra.
Outro ponto importante a ser considerado é o tema da conversa entre Moisés, Elias e Jesus. Apesar de estarem em glória, falavam de sofrimento e morte. A palavra original usada para descrever a partida de Jesus é a mesma usada para descrever a partida dos israelitas do Egito, isto é, êxodos. Jesus enfrentaria uma situação semelhante à de Moisés, claro que numa esfera muito maior, mas vejamos alguns pontos semelhantes: 1º Enfrentar um inimigo forte: Faraó / Diabo; 2º Conduzir o povo à libertação: escravidão / pecado; 3º Deserto antecede Canaã / Cruz antecede o céu; Ratificar uma aliança: Lei / graça; Instituir um sacerdócio: levítico / todos os crentes; Estabelecer um Reino: visível / invisível etc. Em Hebreus 11: 26 há uma identificação de Moisés com Cristo, quando esse rejeita a glória oferecida por Faraó em troca da grande tarefa de preparar o caminho de Cristo, pois contemplava a recompensa celestial.
Também vemos em Elias muitas semelhanças das quais duas se destacam: 1º A grande agonia diante da morte (1 Reis 19: 4) e a “partida” para os céus, de modo glorioso (2 Reis 2: 11).
Há nesse episódio uma grande lição aos crentes que desejam apenas reunirem, usufruindo da glória do Senhor, enquanto no vale almas aflitas esperam a salvação. Pedro, Tiago e João refletem o anseio dos crentes pela glória ao proporem permanecer ali (v. 33). Contudo, esquecem da grande comissão do Evangelho: “Ide por todo mundo e pregai o Evangelho a toda criatura...”.O Senhor Jesus lhes ensinou sobre o serviço cristão e não aceitou tal proposta, mas no dia seguinte os levou às multidões e libertou um homem oprimido por um espírito maligno, ensinando que o culto deve ser sucedido pelo serviço.
Aprendemos também sobre a superioridade de Cristo, pois diante de dois grandes vultos do Velho Testamento os discípulos queriam igualá-los, mas o Pai testemunhou acerca da primazia do Filho em relação a todos os profetas do Velho Testamento dizendo: “Este é meu Filho, meu eleito: a ele ouvi” (v. 35). Da mesma forma o escritor aos Hebreus ratifica a superioridade de Cristo (Hb. 3: 3).
A palavra do Pai nesse momento de glória revelada, também identifica Jesus Cristo com o profeta prometido em Deuteronômio 18: 15, “... a ele ouvirás”. A presença de Moisés ratifica tal profecia, pois foi ele que a profetizou.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
O Toque de Jesus
“Aproximando-se deles, tocou-lhes Jesus, dizendo: Erguei-vos, e não temais!” Mateus 17: 7.
No monte da transfiguração, os discípulos Pedro, Tiago e João tiveram o privilégio de testemunharem o único momento no ministério de Jesus em que ele revelou sua glória. Ficaram maravilhados, desejaram permanecer ali. Contudo, o Senhor Jesus lhes ensina que ver a glória do Senhor implica em servi-lo, todos que contemplaram a glória do Senhor foram dedicados à obra de Deus. Moisés viu a glória do Senhor e serviu-o arduamente até sua morte, Isaías também viu a glória do Senhor e experimentou a morte cruel na mão do rei Manassés, pois apontava seus pecados e o chamava ao arrependimento. E por que esqueceríamos desses três valorosos discípulos que segundo a história experimentaram uma morte tão cruel! Tanto na glória, quanto no sofrimento e desprezo, precisamos do toque de Jesus. O toque de Jesus é restaurador, pois nos ergue do chão, tira nossos temores e nos ajuda a continuar.
Aos seus discípulos Jesus disse: No mundo tereis aflições. As aflições fazem parte de nossa vida, mas sabemos em quem temos crido e é poderoso para nos conduzir a salvo até o último dia. Talvez você deseje ver a glória de Deus, deseje estar livre de todos os problemas, vencê-los. O toque de Jesus não nos garante uma vida sem problemas, mas nos dá forças pra enfrentar, nos dá confiança. Com ele vamos até o final.
O toque de Jesus purifica, os leprosos foram purificados com seu toque, “sê limpo”, disse Jesus após tocar um leproso. Assim também nós, diante do peso de nossos pecados, podemos receber o perdão pela fé no toque de Jesus, quem somos nós? Pecadores miseráveis diante daquele que é santo, santo, santo. Mas ele nos ama com amor eterno.
O toque de Jesus ilumina, os cegos viram a luz, após serem tocados por Jesus. Abriram-se os olhos de muitos. Assim também nós quantas vezes não víamos a salvação do Senhor, quantas vezes estávamos perdidos sem saber pra onde ir, nem pra onde iríamos. Mas Jesus tocou-nos e agora vemos nossos pecados e também o salvador.
O toque de Jesus liberta, Quantos estão presos nas garras do pecado, precisando de libertação, precisando experimentar a verdadeira liberdade ao poder dizer não ao pecado que tantas desgraças e infelicidades têm trazido ao homem.
“Chegai-vos a Deus e ele chegará a vós outros”, todos que receberam o toque de Jesus se aproximaram dele antes com fé. Que hoje você se apresente diante de Jesus com coração contrito, arrependido, confiante de que nele encontrará salvação.
No monte da transfiguração, os discípulos Pedro, Tiago e João tiveram o privilégio de testemunharem o único momento no ministério de Jesus em que ele revelou sua glória. Ficaram maravilhados, desejaram permanecer ali. Contudo, o Senhor Jesus lhes ensina que ver a glória do Senhor implica em servi-lo, todos que contemplaram a glória do Senhor foram dedicados à obra de Deus. Moisés viu a glória do Senhor e serviu-o arduamente até sua morte, Isaías também viu a glória do Senhor e experimentou a morte cruel na mão do rei Manassés, pois apontava seus pecados e o chamava ao arrependimento. E por que esqueceríamos desses três valorosos discípulos que segundo a história experimentaram uma morte tão cruel! Tanto na glória, quanto no sofrimento e desprezo, precisamos do toque de Jesus. O toque de Jesus é restaurador, pois nos ergue do chão, tira nossos temores e nos ajuda a continuar.
Aos seus discípulos Jesus disse: No mundo tereis aflições. As aflições fazem parte de nossa vida, mas sabemos em quem temos crido e é poderoso para nos conduzir a salvo até o último dia. Talvez você deseje ver a glória de Deus, deseje estar livre de todos os problemas, vencê-los. O toque de Jesus não nos garante uma vida sem problemas, mas nos dá forças pra enfrentar, nos dá confiança. Com ele vamos até o final.
O toque de Jesus purifica, os leprosos foram purificados com seu toque, “sê limpo”, disse Jesus após tocar um leproso. Assim também nós, diante do peso de nossos pecados, podemos receber o perdão pela fé no toque de Jesus, quem somos nós? Pecadores miseráveis diante daquele que é santo, santo, santo. Mas ele nos ama com amor eterno.
O toque de Jesus ilumina, os cegos viram a luz, após serem tocados por Jesus. Abriram-se os olhos de muitos. Assim também nós quantas vezes não víamos a salvação do Senhor, quantas vezes estávamos perdidos sem saber pra onde ir, nem pra onde iríamos. Mas Jesus tocou-nos e agora vemos nossos pecados e também o salvador.
O toque de Jesus liberta, Quantos estão presos nas garras do pecado, precisando de libertação, precisando experimentar a verdadeira liberdade ao poder dizer não ao pecado que tantas desgraças e infelicidades têm trazido ao homem.
“Chegai-vos a Deus e ele chegará a vós outros”, todos que receberam o toque de Jesus se aproximaram dele antes com fé. Que hoje você se apresente diante de Jesus com coração contrito, arrependido, confiante de que nele encontrará salvação.
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